Um dos objetivos da Equipe TS é ajudar as pessoas a conseguir superar seus desafios no campo da preparação física, desde a iniciação à corrida até provas de maratona, passando pela melhora do condicionamento físico e aumento da capacidade cárdio respiratória e também até simplesmente, ser instrumento para aliviar o estresse do dia-a-dia.


Para que tenhamos maior prazer e segurança na prática das atividades aeróbias, contamos com professores de Educação Física especializados, com trabalho desenvolvido de uma forma diferenciada para cada aluno e também um programa de prescrição por planilhas de treinamento.

Sobre nós

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Depoimentos, novidades e notícias

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Chegaram as novas camisas da equipe TS!!

Adquira já a sua!!

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Equipe TS em ação na

Golden Run Asics RJ

Acredito que qualquer maratonista sonhe em correr os 42km195m da maratona de Nova York. E eu não sou diferente. Fiquei tão encantado com as notícias, artigos e depoimentos sobre a prova, que resolvi me inscrever no disputadíssimo sorteio de vagas que ocorreriam no início do ano de 2018 (o sorteio não te dá a vaga gratuitamente, te dá a vaga mediante o pagamento de singelos 358 dólares!). A Maratona sempre é disputada no primeiro domingo de novembro. Infelizmente, não fui sorteado. Porém, há operadoras de turismo que vendem pacotes para a maratona de NY com inscrição garantida. Assim, após uma rápida pesquisa, fechei com a Rent a Tour turismo. Agora era só receber as planilhas do Tarcísio e treinar!

As informações que fui colhendo antes da prova, que ocorreria no dia 04/11/2018, mostravam que: normalmente o clima era frio (cerca de 10 graus), a largada acontece em 3 lugares diferentes (conforme a cor que consta no seu número) e em 4 ondas (9:50, 10:15, 10:40 e 11:00 – a minha largada seria às 10:15), muita gente ia para a rua assistir a prova e o percurso era plano com algumas subidas e descidas leves. Sempre procuro saber o máximo possível, a fim de poder traçar uma estratégia adequada com relação ao meu ritmo na prova.

Na chegada a Nova York (sexta-feira, dia 02/11), após o check-in no hotel, fui a feira da maratona pegar meu kit. O local é grandioso e, apesar de serem 50.000 pessoas a correrem, não peguei fila para pegar o número e a camisa. Mesmo na parte em que vendiam produtos específicos da maratona, a fila estava pequena e fui atendido em menos de 5 minutos. Nesse dia, ainda há a Parada das Nações, uma espécie de boas vindas aos corredores de todos os países, mas eu não participei.

No sábado (dia 03/11), houve uma corrida de 5km, que serve como preparativo para os atletas. Preferi conhecer O Central Park (maravilhoso no Outono!) e 2 museus, que me tomaram o dia todo (sim, eu deveria ficar descansando o dia todo no hotel em vez de “bater perna”, eu sei).

Após uma bela macarronada no jantar, fui para o hotel dormir. Foi o fim do horário de inverno e os relógios são atrasados em 1 hora. Ou seja, teria mais 1 hora de descanso. Mas não tive. Fiz confusão com o horário do Brasil (aqui começaria o horário de verão, adiantando os relógios em 1 hora) e acabei acordando às 3 da manhã, em vez de acordar às 4.

O ponto de encontro dos corredores que estavam com a operadora de turismo era às 5hs no lobby do hotel. De lá, uma caminhada de uns 10 minutos até o prédio da biblioteca pública, de onde saíam os ônibus da organização para a largada da prova, em Staten Island. Fiquei impressionado com a organização e a rapidez (sim, havia filas, mas a fila não parava de andar, só parei quando sentei na poltrona do ônibus).

Chegando no local da largada, às 6:15 (local bonito, descampado e fazia muito frio, apesar do céu aberto), os atletas são divididos pela cor que consta no número (a minha era a cor verde). Ali fiquei sabendo que a minha largada era na parte de baixo da ponte (as cores azul e laranja largam na parte de cima). Acho que foi a pior parte da corrida, pois foram exatos 4 horas de espera para a largada. Apesar do sol ter aparecido e do local de espera para a largada ter bagels, café, leite, chá, água quente e muuuuuuuitos banheiros (a estrutura é gigante!), a espera é difícil, tanto pelo frio (e olha que eu estava bem agasalhado), quanto pela ansiedade. Faltando cerca de 30 minutos para a largada, o pessoa da onda das 10:15 foi chamado para ir para os “corrals”, lugar onde os atletas eram organizados por letra (conforme o ritmo informado anteriormente na inscrição).

Pontualmente às 10:15, após um tiro de canhão, acontece a largada ao som de “New York, New York”, do Frank Sinatra (OBS: Isso acontece na largada das 4 ondas, o hino americano somente é tocado antes da largada da primeira onda). Nem deu para sentir emoção, pois a maior subida da prova é logo no seu início. A estratégia que defini foi: pegar bem leve no início, por causa da muvuca inicial (mesmo em 4 ondas, é muita gente que larga em cada onda) e, somente aumentar o ritmo ao chegar na primeira avenida em Manhatan. Mas as surpresas já começaram no início: a subida não é tão íngreme (mas é longa) e a muvuca não é tão grande; mesmo assim, eu me segurei (a temperatura era péssima para ficar esperando, mas excelente para correr). Fora que meu lindo monitor cardíaco “made in China” não pegou GPS e a falta de Internet no celular deixou a contagem dos km e do ritmo totalmente malucos. Pelo menos, ainda tinha o spotify funcionando (corro escutando música por detestar ouvir minha respiração, me julguem). Ao fim da ponte, entramos no Brooklyn, onde se passa metade da prova. E as pessoas realmente saem de suas casas para prestigiar e dar força aos corredores. Muita gente na rua, muitos com cartazes. Mas, de plano, o trajeto não tem nada. Subidas looooongas e leves e descidas loooooongas e leves, fora que a muvuca não diminui, sempre muita gente correndo ao seu lado. Após o Brooklyn, chegamos ao Queens. Aqui, uma forte dor muscular abdominal apareceu do nada e me incomodou. Mas a ansiedade por chegar em Manhatan era maior, pois dizem que em Manhatan é que você se sente em um estádio, de tanta gente que grita e apóia. Após mais uma ponte (detalhe: todas as pontes tem subidas e descidas um pouco mais íngremes), chego em Manhatan e minhas expectativas se comprovam: muuuuuita gente na rua, muuuuita gente gritando. São mais de 5km somente na 1ª Avenida (nada de plano, tome subidas e descidas leves – mas é muito legal quando na descida é possível ver aquele monte de gente correndo, igual ao que vemos na TV), abarrotada de gente de todos os lados, tanto que só percebi que o Spotify também tinha dado pau antes da ponte (mais uma!) que me levaria ao Bronx. No Bronx eu comecei a lembrar do hamburger que comi de almoço e dos km que andei no dia anterior. Mas eu já tinha corrido mais 30km, só faltavam menos de 12km! Eu não fazia qualquer ideia de como estava meu ritmo, apenas sabia que o coração aguentava bem, que as dores abdominais diminuíram e que as pernas estavam cansadas. A paisagem do Bronx e, depois, do Harlem, ajudam a minimizar efeitos psicológicos (me senti dentro de um filme norte-americano, vendo aqueles prédios de tijolinho com a escada de emergência para o lado de fora e aqueles parques com as folhas amareladas por causa do outono). Quando chego na 5ª Avenida, o sorriso aparece em minha face, pois faltam pouco menos de 6km para a chegada. A leve e loooonga subida entre a 23ª e 24ª milha me fez dar uma boa reduzida no ritmo (que eu já não sabia qual era). Após uma curva para a direita e entro no Central Park. Incrível é que enquanto corri dentro do Central Park (entre a 24ª e 25ª milha), o cansaço sumiu e o sorriso aumentou. Porém, após a 25ª milha, saímos do parque e pegamos a 59 street. Uma multidão gritava, aplaudia, apoiava, algo impressionante. Mas nesse momento, o cansaço voltou e eu já estava correndo na raça, só queria cruzar a chegada. Finalmente de volta ao Central Park na milha 26, e com direito a descida. A visão da linha de chegada me empolgou, tanto que não a cruzei. Tirei umas 15 fotos antes! Após cruzá-la, ainda há uma looooooonga caminhada até a medalha, frutas e outras coisas que nem sei o que é. Como escolhi não deixar nada no guarda-volumes, há um atalho para uma saída do Central Park e recebemos um poncho para esquentar (quem corre sabe o qto é importante ter algo para esquentar no pós-prova).

Fiz a maratona em 4 horas e 26 minutos, meu pior tempo em maratonas “normais” (a Mizuno UpHill não é uma maratona normal), mas, é daí? Foi a maratona que eu mais curti fazer, a que mais aproveitei cada momento (principalmente graças aos problemas com monitor cardíaco, Internet e soptify) e a que menos fiquei quebrado.

Se você que está lendo esse depoimento for maratonista ou quiser correr uma maratona, recomendo demais a Maratona de Nova York. Nem tanto pelo glamour de correr uma major, mas pelo fato da cidade abraçar o evento, pelo fato de você correr com um monte de gente à sua volta o tempo todo (seja assistindo ou correndo mesmo, você nunca está só), seja pela temperatura ideal para correr, seja pela espetacular organização da prova, seja pela chance de correr e, ao mesmo tempo conhecer essa fantástica cidade (fazer “maraturismo”).

Agradeço demais ao Tarcísio pelo atendimento, puxões de orelha, planilhas e apoio,  bem como ao pessoal do #TSteam pela força!

Até a próxima maratona (a de Tóquio, em 03/03/2019, desta vez fui sorteado)!!!

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